Vou fazer um apelo desesperado aqui. Alguém ajuda a Estácio, por favor? É porque não dá mais. Todo o mundo conhece a famosa faculdade Estácio de Sá, certo? Aquela que o Luciano Huck faz propaganda todo o sábado e dá uma graduação de presente pros menos afortunados.
É a faculdade mais bagunçada que eu já vi. De longe. Eu pensei em colocar aqui o telefone do meu campus para que vocês pudessem ligar e fazer o teste vocês mesmos, mas acho que não seria muito delicado. De qualquer forma, vou contar para vocês o que acontece: você liga e caso consiga ser atendido, o que é raro (uma vez cheguei a contar que voltei pra primeira atendente 13 vezes! E a atendente ainda me disse: “é que tem muita gente na secretaria, estão todos ocupados” – sim, e daí você só consegue ser atendido indo lá, que bom né?), você pode fazer qualquer pergunta, QUALQUER, e eu aposto uma caixa de cerveja que a pessoa que atender não vai saber responder (ou no mínimo não pode resolver). Com uma probabilidade bem grande nem o próximo atendente vai saber/poder. Eu seria capaz até de apostar que se eu perguntar o nome deles, ou qual o dia de hoje, ou qual o presidente do Brasil em 1986, a resposta ainda seria a mesma.
O “se vire ou se dane” que acontece muito na Estácio, poderia muito bem ser comparado com o de uma faculdade pública. Exceto que ela não é. É muito bem paga por sinal. E, aliás, não sei pra onde vai tanto dinheiro. Talvez se você bater o olho nela pela primeira vez, até ache que é uma universidade subsidiada pelo governo ou estado, porque alguns campus, juro por Deus, se parecem muito com a Alemanha pós Holocausto. Janelas que não fecham direito, com ar-condicionado estragado ou aqueles que se comparam com uma turbina de avião decolando (e a professora mal consegue escutar a sua própria voz, que dirá a gente), paredes velhas e descascando, computadores que não computam, banheiros que mais parecem conter um zurrilho morto dentro, e a lista só cresce.
Então deixa eu contar pra vocês que eu perdi uma semana inteirinha de aula, porque a atendente me disse que as aulas para calouros só começavam dia tal. Só que eu não era caloura, alias, não sou caloura há uns bons anos, eu sou transferida. Mas como eu tava entrando nesta faculdade, ia acreditar em quem? Então uma informação errada, me valeu uma semana de faltas. Gostou? E olha só, ainda teve a vez que eu perdi uma prova, e tive que fazer uma prova de recuperação, pois eu não sabia da existência de uma tal de prova unificada, que acontece em dias e horários marcados – que não necessariamente coincidem com o dia da aula em questão. Nos avisos no mural, só dizia que essa tal de prova IRIA acontecer, e não data e nem horário. Então fala sério, pra me cobrar a mensalidade, eles me ligam, me mandam mensagem, me mandam e-mail, só falta virem na minha casa, agora pra explicar as coisas importantes, das quais dependem a minha graduação, nem pensar??
E para completar, fui agora na secretaria do campus (tentando ser atendida, lógico) e quando chego, dou de cara com alguns computadores e apenas UMA mesa com atendente. Quando as coisas começaram a apertar para a menina que estava lá, vieram outros rapazes e começaram a atender os alunos/pais EM PÉ! No meio da sala! Claro, porque todas as cadeiras existentes eram pro atendimento “self-service”. E sem a mínima privacidade. Vi alunos que queriam reclamar por terem rodado por faltas e alguns outros querendo negociar o que estavam devendo. Agora me diga, você acharia agradável discutir esse tipo de assunto com o atendente na frente de 20 pessoas desconhecidas? Eu já to ficando confusa sobre quem trabalha para quem ali dentro, sabia?
Por isso, deixo aqui meu pedido em terror e pânico: Por favor, alguém ajuda? Luciano Huck? Que tal fazer um “Faculdade Doce Faculdade” no próximo programa?