Show do Bon Jovi – Parte I

E aí ontem, na fila que ia indubitavelmente do Rio até a nova Zelândia (no mínimo), para comprar o ingresso para o show, uma dessas garotas estranhas (regularmente eu não falaria deste modo, mas ei, foi ela quem começou) com uma camiseta dos Ramones, olha para uma Fulana que estava usando um visivelmente invejadíssimo óculos da Gucci, vira para a sua amiga Srta. Esquisita II e furiosamente diz: “Vai ter um monte de patricinha neste show”. Ah, dude, me pega lá no calcanhar de Aquiles. Eu, que não sou uma coisa nem outra, que já tive a minha boa dose de ser gótica, grunge, patricinha, punk (só não peguei a fase Emo – luckily, pois meu alisamento não comporta o estilo), fiquei com uma coceirinha de responder: “E pelo visto vai ter também um monte de gente bizarra, fedorenta e que não lava o cabelo”.

Eu não sou assim tão má. Juro. Tampouco sou uma ferrenha defensora de patricinhas ou anti-roqueiros, como disse: been there, done that. Mas pré-conceito é uma coisa que acredito que quem tem, deve levar de volta, só para aprender a não ser desagradável e entender que não é nada bonitinho. 

Além disso, se ela não admite que uma figura que curte Beyoncé goste de Bon Jovi, bom, eu confesso que também não consigo enxergar Ramones cantando vigorosamente “Always”.

 

As pessoas tem cada coisa…  

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Arquivado em Música, Rio de Janeiro

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