Emprego errado #2

Ontem eu tava na praia e vi um tio desses que vendem Biscoito Globo. Uma vez, falando da culinária praiana num outro blog, comentei acerca destes biscoitos, vou colar pra vocês:

Uma das coisas que eu achei hilário aqui é, vamos dizer assim, a culinária praiana. Tem um troço aqui chamado Biscoito Globo. Fiquei intrigadíssima, afinal de 10 ambulantes de beira de praia, 9 vendem biscoito Globo. Que coisa maravilhosa, exótica, tropical Legal deve vir embrulhada naquele pacotinho de papel branco, pensava sempre. Descorbri que o lance é nada mais, nada menos, do que biscoito de polvilho. Achei amusing Riso a idéia de comer biscoito de polvilho na praia! Porquê biscoito de polvilho?? Milho verde combina com praia. Sanduiche natural combina com praia. Salada de frutas combina com praia. Até o nojento, gosmento, intragável e absolutamente roxo açaí Passando malcombina com praia. Agora, fala sério… Biscoito de Polvilho? E acontece que o tal do biscoito aqui é TÃO tradicional que tem até canga com o mascote dos biscoitos globo. Adorei. Acho que vou querer uma.

E bem, daí outro dia, recebi um e-mail, falando sobre a história dos tais biscoitos, veja que interessante: 

      São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.
    O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito anos, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.  – O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.
    Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.                                                                                                                                                                                                             - Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade. -  Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.                                                                                                                                                                                                                          Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.
           – Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.   Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.
            – A carcaça já calejou com esse horário.
    Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.  – Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.
    Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.
           – Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.
    Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.
            – Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.
 Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou “me engana que eu gosto”:
           – Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.

Mas o mais legal de tudo é que eu tava pensando ontem, olhando para eles até com um pouco de pena por ficarem o dia vagando no sol, caminhando quilômetros e me perguntando “quanto será que um cara desses ganha“? Veja só, cada pacote tem o custo de R$ 0,25, e o sacão tem cinquenta unidades e eles sempre compram um sacão de doce e de um salgado (100 unidades, total). Até aí dá um custo de R$25,00. No final de semana, óbvio que o preço de tudo inflaciona na beira da praia, então você consegue achar Biscoito Globo de R$2,00 a R$2,50. Mas vamos chutar pra baixo e vamos botar aí que eles consigam vender as 100 unidades por dois reais. Dá um lucro de R$175,00 POR DIA! Se o cara resolve trabalhar só dois dias por semana, sábado e domingo, ainda assim vai ganhar R$1.4oo,00 POR MÊSSEM DESCONTO! E mais legal ainda: vendeu as cem unidades, volta pra casa! Não vou nem fazer a comparação com o estagiário pra não ser humilhante. E tem muita gente por aí formada que não ganha isso. Mas e aí? Já tá pensando em mudar de profissão?  

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Uma prova de amor…

 

Tia R. me pediu um post de natal. E como ainda não sei o que escrever, penso que é válido fazer uma outra homenagem. Eu assisti hoje o “Uma Prova de Amor”. Não sei se para todas as pessoas ele terá o mesmo apelo que teve para mim. Não passei por nada similar na família. Não tenho casos de câncer deste nível pertinho. But i’ve been there.

Hoje minha homenagem é para o Centro de Oncologia do HCPA. Eu tive a Fernanda. Que me ensinou que a vida é muito mais do que isso que a gente enxerga. E tive a Bru, que me chocou de todas as maneiras, pensando que um adolescente é muito mais do que a gente pensa com aquele nosso olhar blasè. Tive ainda um coração ao qual ensinei xadrez e de quem ele tinha orgulho de falar: “essa tia faz kickboxing, sabia?”. Sabia? Pouco importa, desde que eu esteja ali, teu vínculo, teu toque. Minha primeira perda e minha primeira vida. E lembro mais que isso, lembro da minúscula e cabeluda Emily, que morreu no meu colo, e quando acordou disse: “não vamos pra recreação, mãe? Cadê a tia?”. E toda vez que ela volta (tudo o que eu queria é que ela nunca mais voltasse), ela e a mommy perguntam: “Onde está a tia P”? E a mãe do Dudu, que raspou a cabeça, pra ficar igualzinha á um deles. E o Alex, meu fofo, que virou estrela antes que eu pudesse entregar minha carta com pirulito, que eu guardo até hoje.

Toda a vez que essas coisas atravessam meu caminho, lembro do que passei no Hospital. Lembro da minha tia, da Paula e da Bel, e do quanto eu gostaria de tá aí. Fazendo os dias de algumas pessoas inesquecíveis.

O TRABALHO DE VOCÊS É LINDO. Continuem sempre, sempre, sendo a felicidade das pessoas. Um dia ou todos os dias. Aniversários ou feriados. VOCÊS.  

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Feliz ano novo…

 

Primeiro Reveillon no Rio. Não quis o clássico Copacabana. Fui na versão menor e menos estressante chamada Barra da Tijuca. Foi muito bonito e no fim, a mesma coisa. Em todos os lugares gente com muitos sonhos pedindo pra que eles se realizem. Gente pedindo para poder sonhar. Uns acendendo velas e fazendo promessas. Outros jogando flores com pedidos. Outros ainda cobrando dez reais por uma flor que será o pedido de alguém. Uns já bêbados e outros prontos para ficar. Gente com muito dinheiro tomando Red Label na beira da praia e outros que não tem trocados nem para um espumante barato compartilhando a mesma areia. Os fogos começam e os rostos se tornam todos os mesmos.  O Windsor ganhou do Sheraton e é Ano Novo. E com este ano que entra vamos todos fazendo resoluções que umas vezes são mágicas e outras não. Mas continuamos aí, com esperanças e desejos. Contando que o ano que virou vire as nossas vidas. Sorte.

Pro começo de ano, deixo vocês com Millôr, meu ídolo. Depois de 20 anos, atualíssimo.

“Ano novo, pois é. Coisa bem velha. Mesmo assim, o mundo está cheio de pessoas que não tem e querem filhos, de gente que tem filhos demais e querem vendê-los, de intermediários de troca e doação, de policiais que impedem tudo e prendem todos. Há gente de nariz grande procurando plásticos, mulheres com peito demais, peito de menos, pessoas que querem viver mais e mais, enquanto outras – cheias do saco que é viver – se atiram do oitavo andar em cima delas. Mas não há de ser nada. No fim o bandido morre. Aliás, o mocinho também, toda a platéia e até a bilheteira mirrada mas bonitinha que, por tão jovem pensa ser eterna. Mas 1990 está aí mesmo, a plena democracia bate à porta, e o presidente Collor vai atender a todas as nossas queixas. Queixem-se. Boas entradas.” (Millôr, retirado da ”Bíblia do Caos”)

Mudam os rostos, mas os personagens são os mesmos. 

P.S.: Para o ano que vem, desejo que a Prefeitura coloque mais banheiros públicos na praia. Feliz Ano Novo

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Recesso

Gente, me dei recesso de fim de ano pro blog.

Não to conseguindo postar e ser papai noel ao mesmo tempo.

Mas logo mais eu volto, não desanimem :)

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Avatar

 

Ai gente, eu juro que eu queria não ser tão crítica, mas o problema é que eu crio muita expectativa em cima de mega-produções. Principalmente estas cujo orçamento poderia alimentar um país africano inteiro. Aí eu atormentei todo o mundo que eu queria ir ver “Avatar” ontem, “porque que graça tem ver um filme desses em casa”, “porque eu quero ver de zógrin (óclinhos)”, etc e tal. Paguei inacreditáveis 50 reais (uma inteira, uma meia, taxa de compra, estacionamento,…) e fui.

De qualquer forma, eu esperava, sei lá, que eu colocasse o zógrin e coisas viessem voando na minha cara, esperava poder quase tocar os personagens, esperava tomar sustos homéricos com objetos não identificados saindo da tela  cinema a dentro. Não é que os efeitos especiais não estivessem bons no geral, mas acho que o 3D deixou um pouquinho a desejar. Em termos de efeitos gráficos computadorizados, excelente. Muito bom mesmo. Tão bons, mas tão bons que eu entrei na sala para assistir um filme e me encontrei assistindo um desenho animado.

E aí tem aquela coisa que eles tentam o tempo todo passar essa mensagem de ecologicamente correto, que nós destruímos o nosso planeta, que os Na’vi conectam-se á natureza e toda aquela conversa estilo Conferência de Copenhague. Mas é passada de uma forma tão… é, as palavras que eu estou procurando são forçada e mágica, mesmo. Acho que até o desenho do “Wall-E” conseguiu passar esta idéia de uma forma bem mais natural e realista. Ou seja, se você tá a fim de estória, sem clichês, nem perca seu tempo. A grande moral aqui é a conquista pelo apelo aos efeitos visuais mesmo.

Como nem tudo são rosas, também nem tudo são espinhos. Os cenários noturnos são fantásticos. De tirar o fôlego de verdade. E olha, a criatividade e imaginação da figura que conseguiu pensar E colocar tudo isso em prática (sei eu se foi Cameron mesmo ou o cara da informática :P ) não tem limites neste sentido. É. Tem mesmo algumas cenas que são de deixar o queixo cair e babar com vontade. Uns bichinhos e plantas tão fofos que dá vontade de ter em casa. Na verdade os próprios Na’vi são bonitinhos de tão feios, sabe? Que nem cachorro Pug.

Ainda sobre o 3D, achei que os cenários (lindos por sinal), tinham muiiita informação de cada vez e isto acabava deixando um pouco confuso o todo. Confesso que fiquei meio tonta. E tem o lance da legenda também… Eu já tinha ouvido conhselhos de assistir o filme sem legendas, mas juro que não assisto nada dublado, nem se a vida na Terra dependesse disso. Mas o que acontece… Juntando toda a informação que já tem em cada cena, e que já te deixa com vertigem por si só, é muito complicado conseguir ler as legendas e prestar atenção em todo o resto que exige que se preste atenção. Fugiu das minhas capacidades cognitivas. Então dois conselhos: assista em português e tente pegar um assento do meio do cinema pra cima.  

Concluindo, pessoalmente, eu que não sou nenhuma crítica de cinema, acho que Cameron conseguiu fazer outro “Titanic“: uma historiazinha bem meia boca (com um amor impossível, lógico), que certamente vai concorrer a algum Oscar, mas tão chatinho que ninguém aguenta assistir muitas vezes. Não é ruim, mas também não é o filme do ano.

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Gostar de Stephen King…

Tem muita gente por aí que diz que AMA Stephen King, mas na realidade só conhece ”O Iluminado” ou algum dos outros que foram ao cinema. Mas fã que é fã, lê cada linha que ele escreve em êxtase, de “Carrie” a “Buick 8” e acha tudo fantástico.

Minha história de amor com Stephen King começou quando eu era uma anãzinha e tinha uns oito anos de idade e assisti escondido com meu pai o filme “It: uma obra prima do medo“. Aquele palhaço do inferno levou embora muitas das minhas noites de sono. Um dia eu vou teorizar sobre as pessoas que pagam para sentir medo. De qualquer forma, eu sou uma delas. Depois disso, ainda vieram vários monstros kingianos a habitar meus sonhos, mas foi só depois de assistir ”O Iluminado” que descobri que tinha um escritor por trás dos filmes que eu amava. Aliás, a palavra escritor é muito modesta.  

Ainda vou contar pra vocês o meu romance com “Insônia“, então não vou estragar a surpresa. Mas posso dizer que de todos os livros dele que tenho, esse está com a capa colada com papel contact, tiveram um vislumbre? Até hoje acho que foi um dos melhores livros que eu li.  E o que é “Desespero“? É desesperador de tão bom!! (Aliás, eles fizeram uma adaptação para tevê em forma de mini-série, mas não passou aqui, e ficou beeeeeem ruim, eu garanto) E como se não bastasse, ele ainda vai lá e escreve  com o seu pseudônimo (Richard Bachman) um outro livro ainda mais assustador chamado “Os Justiceiros“. O genial é que nos dois livros, os personagens tem os mesmos nomes e características físicas, exceto que não tem a mesma distribuição de relações.

A genialidade dele está em tudo. De qualquer forma, desde os livros de total ficção, com extraterrestres ou braços amputados que matam, como “Tommyknockers” e “Duma Key“, até grandes thrillers psicológicos como “Rose Madder” ou “Jogo Perigoso“. E quando a gente pensa que ele já não pode inventar mais nada pra nos fazer dormir de luz acesa, vai lá ele e escreve “Celular“. E você acha que ele se incomoda com isso? De acordo com as próprias palavras de King em entrevista:

- “Se eu gosto de assustar as pessoas? Sim, eu gosto”.

Não conheço autores que tenham tantos livros filmados ou que sejam baseados neles. Tudo bem, vamos combinar que nem todos os filmes são bons mesmo, e vamos apenas dizer que é mais fácil imaginar um carro engolindo gente do que enxergar isso. Mas só de pensar que praticamente tudo o que ele escreve acaba, cedo ou tarde, passando em tela plana no cinema, já dá pra ter uma idéia da magnificência do mestre do terror.

Eu sei que ler Stephen King não é fácil para todo o mundo. Ele tem mania de ser extremamente detalhista e conta em pormenores minuciosos a história de cada um dos personagens. Normalmente a ação do livro só começa depois da página 70 e tem gente que  não tem saco (não falem na minha frente isso!!!). Mas eu garanto que todos as micro informações que são passadas ao longo das primeiras páginas são absolutamente essenciais para o resto do livro. E á quem pensa isso, eu peço que dêem uma chance ao cara, a partir da metade das folhas, vocês vão se impressionar.

Vou deixar com vocês a lista de livros do todo-poderoso King, com algumas sugestões mega-ultra-blaster-bluetooth. Não percam. Segue:

  • 1974 – Carrie, a Estranha (Carrie) – FE-NO-ME-NAL
  • 1975 – A Hora do Vampiro (Salem’s Lot) – Muito bom, sem clichês.
  • 1977 – O Iluminado (The Shining) – Nem preciso comentar, certo?
  • 1977 – Fúria/Raiva (Rage) – Richard Bachman
  • 1978 – A Dança da Morte (The Stand) – Fala sério! Encomendei hoje a versão expandida.
  • 1978 – Sombras da Noite (Night Shift) – Cletânea de Contos - Tão bom que eu comprei duas vezes (sem querer, óbvio)
  • 1979 – A Zona Morta (The Dead Zone) – Tá, esse eu achei médio.
  • 1979 – A Longa Marcha/Caminhada da Morte (The Long Walk) – Richard Bachman
  • 1980 – A Incendiária (Firestarter) – Marromeno.
  • 1981 - Cujo (Cujo) – Booooom
  • 1981 – A Auto-Estrada (Roadwork) – Richard Bachman - Suspense psicológico total!
  • 1981 – Dança Macabra (Danse Macabre)
  • 1982 – O Concorrente (The Running Man) – Richard Bachman
  • 1982 – Quatro Estações (Different Seasons) – Coletânea de Contos – Não é terror…
  • 1982 – A Torre Negra Vol. I – O Pistoleiro – Muito, muito bom.
  • 1983 – Christine (Christine) – Hehehe. Tá, carro que mata gente não me convenceu.
  • 1983 – O Cemitério Maldito (Pet Sematary) – Um dos melhores dele fácil.
  • 1983 – A Hora do Lobisomen (Cycle of the Werewolf)
  • 1984 – O Talismã (The Talisman, escrito com Peter Straub) – Sim. Vale muito.
  • 1984 – A Maldição do Cigano (Thinner) – Ótimo!!!! O filme é médio.
  • 1985 – Os Livros de Bachman (The Bachman Books) – Richard Bachman
  • 1985 – Tripulação de Esqueletos (Skeleton crew) – Coletânea de Contos
  • 1986 – A Coisa (It) – O começo de tudo… Não veja com crianças na sala, já sabe o que acontece.
  • 1987 – Os Olhos do Dragão (The Eyes of the Dragon) – Livro infantil.
  • 1987 – Angústia (Misery) – Livro bom, filme muito bom!
  • 1987 – Os Estranhos (The Tommyknockers) – Adorei.
  • 1987 – A Torre Negra Vol. II – A Escolha dos Três ( The Drawing of the Three) – Ainda não terminei de ler…
  • 1988 – Nightmares in the Sky: Gargoyles and Grotesques (não publicado no Brasil)
  • 1989 – A Metade Negra (The Dark Half) 
  • 1990 – A Dança da Morte (expandida) (The Stand: The Complete & Uncut Edition) – Conto pra vocês quando chegar.
  • 1990 – Depois da Meia-noite (Four Past Midnight) – Coletânea de Contos
  • 1991 – Trocas Macabras (Needful Things)
  • 1991 – A Torre Negra Vol. III – As Terras Devastadas ( The Waste Lands)
  • 1992 – Jogo Perigoso (Gerald’s Game) - MUITO bom mesmo.
  • 1992 – Eclipse Total (Dolores Claiborne)
  • 1993 – Pesadelos e Paisagens Noturnas – Volumes I e II (Nightmares & Dreamscapes) – Coletânea de Contos - Uns contos são ótimos, outros meia boca.
  • 1994 – Insônia (Insomnia) – Sério. O melhor.
  • 1995 – Rose Madder (Rose Madder) – Terror psicológico maravilhoso.
  • 1996 – À Espera de Um Milagre (The Green Mile) – O livro é melhor que o filme. E o filme foi indicado a QUATRO Oscars.
  • 1996 – Desespero (Desperation) – Desesperadoramente perfeito.
  • 1996 – Justiceiros (The Regulators) – Richard Bachman - A continuação da perfeição.
  • 1997 – Six Stories (não publicado no Brasil) – Coletânea de Contos
  • 1997 – A Torre Negra Vol. IV – Mago e Vidro ( Wizard and Glass)
  • 1998 – Saco de Ossos (Bag of bones) – Maravilhoso.
  • 1999 – Storm of the Century (não publicado no Brasil) - Não li o livro, mas o filme é fantástico.
  • 1999 – The Girl Who Loved Tom Gordon (não publicado no Brasil)
  • 1999 – Hearts in Atlantis (não publicado no Brasil) – Coletânea de Contos
  • 2000 – Riding the Bullet (não publicado no Brasil)
  • 2000 – Secret Window, Secret Garden (não publicado no Brasil)
  • 2000 – On Writing (não publicado no Brasil)
  • 2001 – O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher) – O livro é muito bom, o filme não foi levado muito á sério.
  • 2001 – A Casa Negra (Black House, escrito com Peter Straub) – Melhor ainda que o Talismã.
  • 2002 – Buick 8 (From a Buick 8) – É… Eu tenho esse lance com os carros…
  • 2002 – Tudo é Eventual (Everything is eventual: 14 Dark Tales)  – Coletânea de Contos – Como o outro: alguns contos valem a pena, outros são eventuais demais…
  • 2003 – A Torre Negra Vol. V – Lobos de Calla
  • 2004 – A Torre Negra Vol. VI – Canção de Susannah (Song of Susannah)
  • 2004 – A Torre Negra Vol. VII – A Torre Negra ( The Dark Tower)
  • 2005 – The Colorado Kid (não publicado no Brasil)
  • 2005 – Faithful: Two Diehard Boston Red Sox Fans Chronicle the Historic 2004 Season (não publicado no Brasil)
  • 2006 – Celular (Cell) – Atualíssimo! Adorei!
  • 2006 – Love – A História de Lisey (Lisey’s Story)
  • 2007 – Blaze (não publicado no Brasil)  – Richard Bachman
  • 2008 – Duma Key (Duma Key) – To lendo ainda… Mas até agora, tá valendo!
  • 2008 – Just After Sunset (ainda não publicado no Brasil) – Coletânea de Contos
  • 2009 – Under the Dome

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Guerra secreta de blogs secretos…

       Ou Assim:          ? 

 

Ás vezes eu acho que ninguém me entende. Minha amiga secreta me replicou lá no blog dela, dá uma olhada. Mas como tô te dizendo que ninguém me entende, vou explicar: não tenho nada contra sexo, óbvio. Seres humanos foram geneticamente desenhados para procriar, e isso é absolutamente natural. O que estava em questão no meu post-reclamação não era o sexo ou não sexo, sexo com conhecidos ou com desconhecidos, sexo por amor ou por prazer, na alegria ou na tristeza. Nem com aquele post quis dizer que as pessoas não deveriam ser felizes ou procurar sua felicidade nos rostos ou corpos que bem entendessem.

Só acho que as mulheres andam levando o “fazer o que bem entendessem” muito á sério, e com isso, acho que perdemos um pouco da nossa dignididade, sim. E acho que usar o corpo como ferramenta de busca por prazer também nos desvaloriza enquanto mulheres. Só que nós duas estamos falando de metáforas diferentes para a mesma palavra. Ela usa para ferramenta sexual DE prazer, o que é evidente, e já eu uso a palavra ferramenta, neste caso, como uma forma de “chamar o sexo”, e isso não acho delicado.

Não quis dizer também que todas as mulheres devessem virar freiras ou cobrir-se com um lençol antes de sair na rua, viver a vida toda olhando pro teto ou entregar-se à um desconhecido, serem abstêmias ou devassas. Desde que o mundo é mundo se faz sexo ás vezes por amor e outras por prazer. Com a diferença que as mulheres se respeitavam enquanto figura e forma. Não precisava para isso andar por aí seminua ou balançando a bunda até o chão ao som de músicas de cunho pornográfico. Sexo é sexo e todo o mundo gosta, mas cá entre nós, a conquista já foi muito mais bonita.

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Bendito Nextel…

 

Ontem eu tava assistindo a Regina Casé naquele quadro “Vem com tudo“, que ela apresenta no Fantástico, e ela lá falava sobre a naturalidade do celular hoje em dia e perguntava às pessoas se elas se lembravam da época onde não existiam os telemóveis. Eu não vou ser hipócrita e dizer que foi uma invenção inútil, pois eu bem me lembro da minha mãe gritando pela rua que nem doida pra tentar descobrir onde eu andava brincando. Aliás, pensando do ponto de vista “mãe” da coisa, é realmente um advento imprescindível.  Pensar que a gente combinava: “mãe, to em casa oito horas”, e cada minuto que passava das oito, sem ela saber onde a ninhada estava, apertava um pouquinhozinho mais o seu coração. Bem mais fácil hoje só discar um número. É, deste ponto de vista foi uma benção mesmo.

Vou te dizer que, na verdade, meu ódio mortal não é nem com o celular em si, mas com os “Joselitos-sem-noção” (e dá pra imaginar quantos ilustres exemplares deste podemos encontrar em uma cidade com 6 milhões de habitantes?), e para eles, o Nextel é uma poderosa ferramenta de chatear os outros. Lembro quando eu vim para o Rio de Janeiro e cheguei a dizer que se eu fosse escolher dois sons para caracteriza-lo, eu diria o tchrutchrutchuru (minhas onomatopéias são ótimas) dos redutores de velocidade e o prluprlu do Nextel.  Se você nunca teve o desprazer de ouvir este segundo, sinta como se Deus tivesse olhado do céu diretamente para você.

No começo eu enxergava as pessoas pela rua falando com aquele troço e o indivíduo que estava do outro lado da linha respondia em alto e bom som, como um rádio mesmo. Eu cheguei a pensar: “que idéia bem idiota comprar um telefone que está sempre no viva-voz, onde todas os elementos em um raio de três quilômetros não só podem, como são obrigadas a participar da sua conversa“. Então eu descobri que não, que existe um meio de o sujeito falar no “silencioso” como todos os outros mortais. Eles fazem isso é para encher o saco mesmo, pra mostrar pra quem quiser ver que eles têm um Nextel (como se aqui no Rio isso não significasse o mesmo que ter bunda). Eu não sei qual o problema de alguns em respeitar os limites e os ouvidos alheios. Dá vontade de dizer: “escuta, eu REALMENTE não estou interessada em nada que você ou seu amigo tenham a dizer”.

Para piorar a situação (sim, dá), Nextel ”liga” de graça para Nextel. Como referi anteriormente, todo o Rio tem um, o que faz com que as pessoas fiquem o tempo TODO falando uma com as outras. Você vai me dizer que eu sou mal humorada. Eu sei que eu sou um pouco ranzinza, mas veja bem: eu levo exatamente duas horas para chegar em casa depois do trabalho, e visto que não sou rica (e nem doida, porque eu não dirijo aqui nem se me amarrarem no banco), dependo do transporte público para fazer este trajeto (conte aí uma van com no mínimo 15 pessoas dentro). Agora imagine-se voltando para casa, depois de um longo dia de trabalho, e duas mulheres falando ao telefone (eu não queria escutar, mas ei, eu tenho dois ouvidos e elas estavam gritando em rádio aberto), uma enlouquecida com a mãe pois a pobre da véia tinha deixado o seu filhinho ser mordido por uma pulga (realmente, é uma doença incurável, só amputando o local da ferida) e a outra deslanchando em detalhes para a melhor amiga o fim do relacionamento com o canalha-fdp-sem-vergonha do seu namorado. POR DUAS HORAS! Sim! Por absolutamente TODO o caminho, as duas ficaram ao telefone. Eu gostaria de dizer que este foi um episódio isolado, só eu sei o quanto eu gostaria, mas não foi. Acontece o tempo todo, em todo e qualquer local que você possa imaginar (não somente em vans). DEUS, eu não cometi TANTOS pecados!!  

Mas agora vamos descer ainda um pouco mais (sim, Murphy diz: “não há nada tão ruim que não possa piorar”), junte um Joselito-sem-noção com um celular que liga de graça e você vai ter o quê? Um belíssimo acidente de trânsito. Por ser carona, tenho bastaaante tempo para observar o mundo, e nao tô mentindo se eu disser que de cada dez motoristas, ao menos seis estão pendurados no telefone. E daí vários usam o rádio aberto, achando que o problema é de não manter as mãos no volante e não de perder o foco da atenção. Eu juro que não ficaria espantada se uma pesquisa mostrasse que o celular mata mais aqui no Rio do que motoristas embriagad0s. E de fato acho, que se cortassem essa coisa de Nextel, ou essa palhaçada de ligar de graça, os acidentes diminuíriam drasticamente. Mas olha, sei bem como resolver isso: colocar um sensor em todos os celulares, de forma que quando detectado estar em movimento acima que 20km/h, desse um choquezinho na mão do cara (de leve, pra ele não desmaiar e bater o carro igual). Queria ver… Ia ficar todo o mundo bonzinho que nem cachorro condicionado.

Enquanto isso, vocês aí da minha terra natal, onde o Nextel ainda não “pegou”, considerem-se vivendo no Éden Auricular.

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O pior filme do ano (do mês)

Bom, esse mês bateu todos os récordes de piores filmes. E como cada um deles consegue ser tão ruim quanto o outro, resolvi fazer para vocês um ranking (nem sei se posso chamar de ranking porque na realidade, eles empatam em “piorice”) dos três piores filmes do ano (do mês). E lá vai (be afraid, be VERY afraid):

 

1. “Silk – O primeiro espírito capturado” – Filmes de gente japa me assusta. Muito. Só não me assusta mais que zumbis eu acho, e então eu comprei este filme pela capa e pelos japas. Sim, eu de fato PAGUEI por este aqui, o que talvez faça  ele ser ainda pior do que os outros, de um certo ponto de vista. Eu até veria de novo para tentar entender o filme sem pé nem cabeça que ele é e poder contar para vocês, mas pensar na simples possibilidade de assistir este aqui novamente me soa tão divertido quanto uma falência cardíaca. Anyway, é sobre um japa que tem a idéia inédita (inédita porque? porque é uma really bad idea) de capturar um espírito. A alma penada fica presa então em um quartinho especialmente desenhado para que ele fique preso dentro dele, mas não teria filme se ele não escapasse e causasse um caos nipônico né? Eu não vou contar pra vocês que ele é do mal e mata as pessoas enfiando a mão dentro do peito delas e esmagando o coração (que nem o Ghost, dando peteleco na tampinha, lembra? só que este Gasparzinho é do mal hua hua hua). Mas eu vou contar pra vocês que ele escapa do quartinho ficando bem pequenininho e se escondendo no bolso da pesquisadora (lembra do Chapolin? Quando diminuía de tamanho? Igualzinho). Trash pra caramba, e não é nem engraçado. Estou vendendo, algum interessado?

 

2. “Informers – Geração Perdida” – Até agora eu não entendi o que o nome do filme tem a ver com o que acontece nele. Achei que seria sei lá, um lance de espiões e tal, tipo “Catch me if you can”, mas nããão… É sobre… É… Hã… Bem… Não sei. Pode ser que eu esteja ficando burra, mas passei a metade do filme tentando identificar do que se tratava e quando eu finalmente pensei que estava começando a fazer algum sentido: tela preta, letrinhas subindo, etc, etc. Ou seja, não existe o que entender. Não se deixe enganar pela quantidade impressionante de hollywoodianos ótimos que atuam nele: é uma grande porcaria. São várias estórias separadas, aonde: todo o mundo se droga e todo o mundo transa o tempo todo, com todo o mundo. Se o personagem não é gay, não passa pela mão de todos os personagens, não trai, não se droga e não é no mínimo muito doido, não tem lugar em The Informers. Então… Acredito que eles estivessem querendo mostrar a vida como ela era em Hollywood em 1980, mas poderiam ter colocado um pouquinho de estória no meio né? A grande verdade é: um filme totalmente desprovido de significados e ainda consegue colocar qualquer um para baixo. Não só porque é um filme ruim (as pessoas que compraram este devem estar mais pra baixo do que eu), mas porque as histórias (desconexas) são totalmente deprimentes. Portanto, se você está querendo adquirir uma abismática depressão a troco de NADA, por favor, alugue The Informers.

 

3. At last, but not least: “Hardwired – Invasor de mentes“. Estou até hoje calculando quanto foi a bolada com a qual coagiram Cuba Gooding Jr e Val Kilmer a fazer este filme e ponderando se compraria cinco ilhas particulares ou uma frota inteira de Audi A5 para revender pelo dobro do preço, porque NADA mais no MUNDO justifica essa insensatez. O filme tem até uma idéia bacana (UMA), que é a seguinte: num futuro não muito distante, o mundo seria praticamente governado por uma empresa responsável por implantar chips na cabeça das pessoas fazendo com que elas tenham visões constantes de propagandas que ficam aparecendo para todo o sempre, até o indivíduo comprar os produtos que elas vendem (dando início a novas visões de novas propagandas de novos produtos). Boa né? Mas é só a idéia mesmo, porque na prática do filme… tsc. Ri-Dí-Cu-Lo. E daí se o desinfeliz tenta retirar o chip, ou enlouquece, ou faz qualquer coisa errada, BUM, a cabeça dele explode. Isso mesmo. Explode. E aí, no meio da função toda, tem uns hackers adolescentes patéticos que invadem os chips e tentam ajudar os chipados. Suuurreal de tão ruim. E Val Kilmer, pobre… Está numa atuação que mais parece de filme infantil. Cuba, Val, por favor, não façam mais isso conosco. Nosso cérebro não aguenta.

Depois disso tudo, o meu conselho definitivo: NÃO aluguem filme pela capa, NÃO aluguem filme pelo nome ou pelos bons atores, e NÃO leiam sinopses (elas devem ser escritas por políticos, pois manipulam averdade na cara dura).

PS: Não me preocupei com qualquer tipo de Spoiler, porque, fala sério, vocês NÃO vão querer ver nenhum destes filmes.

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Detesto loja chique…

 

Não, não é que eu não goste de comprar roupas boas, roupas caras, roupas de marca. Mas é que tem umas lojas que tem umas coisas… Aí esses dias eu fui comprar um vestido numa dessas lojas com cheiro de perfume de rico (não vou dizer o nome da loja, pra ser relativamente discreta e não correr o risco de um processo), e eu juro que não entendo algumas coisas, tipo:

1. Porque quando você pede, por exemplo, “quero um vestido tomara que caia”, elas sempre trazem primeiro os mais caros? Tipo, honey, eu vou comprar ok. Só que eu vou comprar o que eu amar, independente do preço! Me dá um ódio isso, porque daí você experimenta aquele monte, e acha tudo feio, e fica achando que são só esses que tem na loja, quando na verdade, pode ter um magnífico e com a sua cara, mas que a mocréia da lojista fica escondendo só pra ganhar mais comissão. Wrah!

2. Depois, eu acho um absurdo, absurdo MESMO, as lojistas estarem usando as roupas que tem á venda na loja. Eu até entendo que talvez seja pra vender mais, pra expor a roupa, pra cliente ver como fica no corpo, mas assim, pra mim desvaloriza TOTALMENTE a peça. Se a gente vai numa loja cara comprar, quer mesmo é exclusividade né? Ninguém quer uma roupa que todo o mundo tem, ou então ia comprar na Marisa e não em uma loja chique, certo? Mas aí você chega na loja, experimenta aquele vestido perfeito, que caiu como uma luva pra você, que você tem certeza que só você em todo o Rio de Janeiro vai ter e ficar tão bem com ele, e quando olha pro lado, tá ali a vendedora usando o seu vestido especial. What?? Não, pra cima de mim não. Já largo na hora.

3. Um detalhe importante é que só depois que elas vêem que você de fato vai comprar alguma coisa é que elas te tratam como gente, eu diria que os olhos delas quase mudam de cor com a mudança de emoção. Passa de um olhar de desdém para um olhar de sincera e completa admiração. Aí começa: Quer um cafézinho? Uma água? Champagne? Biscoitinho? Olha, eu aposto que se eu dissesse “estou te achando muito alta, não gosto de falar olhando pra cima”, até eu escolher o que comprar, ela me atenderia de joelhos.

4. Aí enfim, depois de muito suar dentro do provador por ter experimentado quarenta araras de vestidos de todas as cores e formas, você finalmente encontra um que combina perfeitamente com você, com o seu estilo, e que, por um milagre, nenhuma das vendedoras no perímetro da loja está usando. Logicamente, que por tudo isso, o vestido vai dobrar de preço magicamente, mas ok, está decidido, é esse. Passa o cartão, e então, quando você pensa que se livrou da loja, das vendedoras, e do cheiro de perfume Channel, ninguém lhe alcança a sua sacola! E de repente você olha, e lá está ela, a vendedora, esperando você na porta, com o seu vestido empacotado na mão. Você pega a sacola, dá um educado tchau, muito obrigada, e lá vem ela… wrahhhhh lhe dá três beijinhos. Ahhh C’mon! Acha que é o que? Minha melhor amiga? Só porque a comissão que eu dei por ter comprado esse vestido daria quase pra comprar outro vestido igual?  Não consigo, não consigo, NÃO CONSIGO! Por favor, não me dá TRÊS BEIJINHOS! Aperta minha mão, me agradece, diz que vai me ligar quando chegarem novidades, me dá um brindezinho até se quiser, mas POR FAVOR, três beijinhos não.

Agora eu entendo porque algumas pessoas compram por catálogos. Um tim-tim às lojas de departamento, onde não tem UM vendedor pra atender e você pode escolher, experimentar, comprar, e cair fora na santa paz do senhor, sem ser incomodada por viv’alma e ver no máximo as manequins usando seu vestido.

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